sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Na vida não sei usar rascunhos.
 Sou eu o tempo inteiro 
tentando não me despedaçar.
 Nem guardo comigo as histórias
 que não me fizeram bem.
 Eu bebi vinho demais na 
despedida de minha sanidade.
 Hoje não importa as horas.
 Hoje quero crescer na medida de 
meu equilíbrio e serenidade.

LEOMETÁFORA 


















                 LEVE


Eu te falo com cuidado pra que exista esperança.
Te invento, te toco, te peço, pra que tudo seja mas leve.
Só pra ver teu sorriso de novo brincando no seu rosto.
Se eu me contradizer,
você sabe que palavras às vezes enganam.
Eu misturo os meus versos no chão,
eu me rendo a qualquer dos teus beijos,
eu me entrego ao menor toque da tua mão.
Temo que você desapareça agora,
antes de sentir que hoje sou só teu.
Ando à tua estrada, já não vejo a hora
de roubar sereno mais um beijo teu.
E a gente se amando. Pele sobre pele.
Recolho a poesia vinda deste ser teu, assim.
Escrevo todo dia uma carta pra você.
Te conto minha história pra você ver
o quanto eu esperava por você.
( Música de Leometáfora)






                                           

FADA DAS HORAS

Fada das Horas (música de Leometafora)


Sei que você tem que ir embora.
Sei que já é hora de partir.
Mas vem me dá um beijo agora.
Me dá um bom motivo pra existir.

Que além do silêncio fica teu cheiro.
Que além da saudade fica tuas mãos.
Marcadas na pele.
Nas horas de amor.
Pedindo pro vento.
Mandar-te uma flor.

Sei que só me restam as palavras.
Sei que nenhum verso irá contar.
Mas tudo que estou dizendo agora.
É só mais um motivo pra você voltar.

Dá-me luz fada das horas.
Dá-me luz me conta uma história.
Dá-me luz acolhe o menino.
Perdido em seus sonhos, em seus beijos, em suas mãos.

( Leometáfora )





Na dança que dançamos 
deslizas para longe.
Múltiplas vezes largas a mão que te guiaria.
Danças teu tango monossílabo de ventos que faz 
rodopios em teus cabelos. E eu que ensaiei por toda uma vida única valsa,
te admiro.
O par que te assenta melhor é a luz. 
Eu escuro escolho tocar um tambor. 
Que dances mesmo sem vontade! 
Que cantes a saudade que não me conhece!
Não importa. 
Hoje o ritmo que acompanho, eu sinto em teus pulsos. 
É a única dança que me farta em alegria.
Então, que meus dedos tortos fujam em
desaperto dos calçados.
É liberdade o que procuro,
imitando toscamente 
os teus passos bailantes. 
(LEOMETÁFORA)

Rezando carnudas
bocas em minha nuca, eu me
estalo. Junto aos meus ossos que
seguem o meu pênis numa curva.
Ah pra cima nobre guerreiro e avante!
Rasgar os tecidos, manchar o umbigo no
cítrico néctar de uma vulva.
Então volto a contradizer que quero paixões.
Mordidas, puxões!
Inflamadas na alma.
Úmidas e loucas,
que a carne hoje turva.

(Leometáfora)

quarta-feira, 12 de novembro de 2008




Dá água ao 
tempo sedento que 
caminha para longe de meus dias 
primaveris.
Não escondo em meus 
versos a idade trêmula de meus dedos.
Agora sou um mar 
resignado.
Vamos ficar aqui!
Eu e tu Deus, admirando
o retrocesso evolutivo 
da razão e da carne.
(AUTOR Leometáfora )